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terça-feira, 19 de março de 2013

Manifesto: como passar à ação?

O Manifesto pela Democratização do Regime é uma pedrada no charco.
Tem autoria, mas não tem dono ;)

António Cerveira Pinto

Não só é possível e desejável que apareçam versões derivadas do texto inicial, como sem um tal dinamismo e autonomia de pensamento, diálogo e ação, o bébé que saíu á rua no dia 12 de março de 2013 pode morrer constipado!

Deixo nesta mensagem um diagrama sobre um dos vários desafios colocados pelo Manifesto: o do seu crescimento e organização.

A minha aposta passa pelas seguintes ideias: diálogo aberto, autonomia, democracia participativa e ação em rede.

A proposta que se segue é uma espécie de ideograma, para visitar com paciência. Esperam-se muitos koans sobre o mesmo :)



A qualidade da democracia

A qualidade da democracia e a reforma do sistema eleitoral
 

Mário Lopes

A qualidade da democracia depende de muitos factores, a imensa maioria dos quais não se altera de um dia para o outro, pois tem a ver com as atitudes da população em geral e dos principais intervenientes na vida pública, do grau de exigência da opinião pública, da tolerância e respeito pelas opiniões diferentes. Ou seja, depende das tradições, história, cultura, hábitos, etc. No entanto há aspectos legislativos e organizativos do funcionamento das instituições democráticas que incentivam/desincentivam práticas e vivências na vida pública mais propícias a um melhor/pior funcionamento das instituições e dos processos de tomada de decisão. É o caso do sistema eleitoral.

Texto integral (Scribd.)

segunda-feira, 18 de março de 2013

Henrique Neto, olhos nos olhos



O sistema político está bloqueado, mas se os portugueses quiserem, pode mudar.

António Cerveira Pinto

TVI, Olhos nos Olhos, com Henrique Neto


Henrique Neto é a alma mater do Manifesto, por duas razões: porque é moderado, mas também porque é suficientemente determinado e conhece demasiado bem o sistema partidário da nossa democracia para ter a certeza de que é urgente mudá-lo, para salvar o regime de um mais do que provável triste fim.

Tudo o resto pode esperar, pois sem mudarmos rapidamente a estrutura funcional e fracamente representativa do poder estabelecido, a queda no precipício económico e financeiro para onde a partidocracia conduziu Portugal só terminará quando os cleptocratas tiverem saqueado tudo o que puderem, o povo estiver na miséria mais humilhante, e a nação, então exangue, acabar por aceitar exigir, outra vez, a suspensão, ou até morte, da democracia.

É isto que queremos? Henrique Neto viveu já anos suficientes para saber que não. E convida-nos a querer, com ele, mudar o país antes que seja demasiado tarde.

Para mim, Henrique Neto e o que tem vindo a defender, é o melhor denominador comum para eu próprio reagir e não me transformar em mais um dos muitos zombies que vemos já vaguearem pela rua deserta em que estão a desfigurar Portugal.



Histórico
Henrique Neto e José Adelino Maltez na Edição da Noite da SIC, 13 de março, sobre o Manifesto. Foi a primeira, e por isso importa reter o seu conteúdo.