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quinta-feira, 21 de março de 2013

Caio fora :(

Caros concidadãos,

Desde que o Manifesto foi publicado tive ocasião de acompanhar mais de perto o que se está a passar. E francamente não gosto :(

Não se pode exigir mais democracia, mais representatividade, e mais transparência, e demonstrar ao mesmo tempo, por enquanto pela calada, um tão inacreditável desejo de controlo centralista do que não passa de uma mão cheia de nada.

Desvinculo-me assim, hoje mesmo, do Manifesto.
 

Este blogue e a página associada no Facebook ficarão no éter como testemunhos da minha passagem por mais uma ilusão momentânea, mas deixarão ambos de aceitar publicações.

Saudações democráticas,

António Cerveira Pinto

terça-feira, 19 de março de 2013

Manifesto: como passar à ação?

O Manifesto pela Democratização do Regime é uma pedrada no charco.
Tem autoria, mas não tem dono ;)

António Cerveira Pinto

Não só é possível e desejável que apareçam versões derivadas do texto inicial, como sem um tal dinamismo e autonomia de pensamento, diálogo e ação, o bébé que saíu á rua no dia 12 de março de 2013 pode morrer constipado!

Deixo nesta mensagem um diagrama sobre um dos vários desafios colocados pelo Manifesto: o do seu crescimento e organização.

A minha aposta passa pelas seguintes ideias: diálogo aberto, autonomia, democracia participativa e ação em rede.

A proposta que se segue é uma espécie de ideograma, para visitar com paciência. Esperam-se muitos koans sobre o mesmo :)



segunda-feira, 18 de março de 2013

Henrique Neto, olhos nos olhos



O sistema político está bloqueado, mas se os portugueses quiserem, pode mudar.

António Cerveira Pinto

TVI, Olhos nos Olhos, com Henrique Neto


Henrique Neto é a alma mater do Manifesto, por duas razões: porque é moderado, mas também porque é suficientemente determinado e conhece demasiado bem o sistema partidário da nossa democracia para ter a certeza de que é urgente mudá-lo, para salvar o regime de um mais do que provável triste fim.

Tudo o resto pode esperar, pois sem mudarmos rapidamente a estrutura funcional e fracamente representativa do poder estabelecido, a queda no precipício económico e financeiro para onde a partidocracia conduziu Portugal só terminará quando os cleptocratas tiverem saqueado tudo o que puderem, o povo estiver na miséria mais humilhante, e a nação, então exangue, acabar por aceitar exigir, outra vez, a suspensão, ou até morte, da democracia.

É isto que queremos? Henrique Neto viveu já anos suficientes para saber que não. E convida-nos a querer, com ele, mudar o país antes que seja demasiado tarde.

Para mim, Henrique Neto e o que tem vindo a defender, é o melhor denominador comum para eu próprio reagir e não me transformar em mais um dos muitos zombies que vemos já vaguearem pela rua deserta em que estão a desfigurar Portugal.



Histórico
Henrique Neto e José Adelino Maltez na Edição da Noite da SIC, 13 de março, sobre o Manifesto. Foi a primeira, e por isso importa reter o seu conteúdo.


sábado, 16 de março de 2013

Estamos o Facebook


Esta é a página Facebook do blogue (não oficial) do Manifesto Pela Democratização do Regime. Bem-vindo, bem-vinda :)

Sobre um artigo de Daniel Oliveira

Armando Ramalho

Opinião sobre o artigo de Daniel Oliveira, “Reforma do sistema político e os perigos do populismo”, Expresso 15 de março de 2013-03-15

Daniel Oliveira (D.O.) tem uma enorme vantagem sobre muitos que expandem as suas análises políticas pelos jornais, radio e TV. Sabe escrever bem português e quando comunica falando imprime às palavras a sua enorme convicção de verdade, o que não é um facto menor, bem pelo contrário, joga a seu favor e por vezes coloca nas tábuas os seus interlocutores menos preparados.

Mas aqui, sobre o tema dos “perigos” para o sistema político, faz triste figura. Só pode ser desnorte seu querer ter o monopólio da defesa da democracia em exclusivo. Estamos perante um D.O. tipo espermatozoide, que não sabe porque se agita, só sabe que se deve agitar, está-lhe no código genético. Agita-se por estar vivo ou está vivo para se agitar? Não deve saber.

Já vimos nesta vida vezes demasiadas, quer “opinadores” quer políticos dar o “corpo” ao manifesto (sentido fiscal) pela pureza das suas ideias e superior qualidade dos propósitos para o bem comum. Há mesmo uma anedota que se conta, que estão no “céu” muitos bem-intencionados a fazer de ventoinha na secretária do chefe, tal é o seu apego a rotações sobre o bem geral.

Na sua abertura D.O. faz de “Maia” prevendo tsunamis de manifestos “avulsos”, “menores” seria melhor, que se vão entreter a “malhar” no sistema político. Concede que há “umas” acertadas, o que empresta credibilidade à narração que se segue. No essencial defende que: os pobres deputados não devem estar em exclusivo nas funções, pois afirma que assim se profissionaliza a função. O senhor é cego? Seria muito bom que os que lá estão fossem na realidade profissionais sérios e competentes, mas infelizmente a grande maioria não reúne nenhum dos critérios.

Outra de que também não gosta, é “a redução drástica do financiamento dos partidos”. Ou é ingénuo ou tenta mentir, eu não acredito que D.O. pense um minuto que seja, que os partidos só vivem do que recebem do Estado via Assembleia da República. Seria no mínimo ridícula esta sua candura.

O “desfoque” é o triste “triplo erro” na sua opinião, a saber: aponta os signatários dos manifestos, em geral, de serem ignorantes sobre as fontes dos nossos problemas. Bem malhado, o Relvas não diria melhor. Junta, em abono da sua clarividência, que estão todos colaborando com o inimigo, responsáveis futuros do que nos vier a acontecer. Neste ponto roça o crime de injúria, mas deve ser o efeito “espermatozoide” que se manifesta.

O seu segundo ponto é uma pérola: imputa aos signatários presentes e futuros o vício de querer retirar da política as ideologias, crime maior, vamos todos morrer de fome e sem cuidados de saúde por termos tido a ”tentação” de quere comer da, ou mesmo a própria “árvore proibida”. Ó D.O. vá dar uma volta ao bilhar grande por favor e arrume melhor essa sua cabecinha, a “luz” só o tocou a si ou é uma encomenda que teve de cumprir?

O seu “tércio” pertence à família dos antecedentes: “não é o momento”, e refina ao afirmar a “inutilidade por vazio programático” pois a democracia vai à vida se a agitarmos. Deixa compreender que a “coisa” está podre, mas é muito melhor assim pois se se mexer, BUM!.

Conclui com uma bandarilha enfeitada de “regeneração” e “morte do voto popular”. É OBRA.