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segunda-feira, 18 de março de 2013

Henrique Neto, olhos nos olhos



O sistema político está bloqueado, mas se os portugueses quiserem, pode mudar.

António Cerveira Pinto

TVI, Olhos nos Olhos, com Henrique Neto


Henrique Neto é a alma mater do Manifesto, por duas razões: porque é moderado, mas também porque é suficientemente determinado e conhece demasiado bem o sistema partidário da nossa democracia para ter a certeza de que é urgente mudá-lo, para salvar o regime de um mais do que provável triste fim.

Tudo o resto pode esperar, pois sem mudarmos rapidamente a estrutura funcional e fracamente representativa do poder estabelecido, a queda no precipício económico e financeiro para onde a partidocracia conduziu Portugal só terminará quando os cleptocratas tiverem saqueado tudo o que puderem, o povo estiver na miséria mais humilhante, e a nação, então exangue, acabar por aceitar exigir, outra vez, a suspensão, ou até morte, da democracia.

É isto que queremos? Henrique Neto viveu já anos suficientes para saber que não. E convida-nos a querer, com ele, mudar o país antes que seja demasiado tarde.

Para mim, Henrique Neto e o que tem vindo a defender, é o melhor denominador comum para eu próprio reagir e não me transformar em mais um dos muitos zombies que vemos já vaguearem pela rua deserta em que estão a desfigurar Portugal.



Histórico
Henrique Neto e José Adelino Maltez na Edição da Noite da SIC, 13 de março, sobre o Manifesto. Foi a primeira, e por isso importa reter o seu conteúdo.